Jogo acabado - Journey (PS4)

 Ontem à noite, depois de ter visto uns episódios de The Clone Wars (série em que voltei a pegar para ver se fico ainda mais fã de Star Wars, com personagens como a Ahsoka e os Clones), resolvi que estaria na hora de jogar Journey, que tinha instalado na PS4 desde que o ofereceram há uns meses.



Tal como o Abzu, que joguei no ano passado, Journey é um jogo em que não se passa muito: somos inseridos num deserto, com uma montanha no horizonte, e somos meio que forçados a ir até lá. Afinal, é o único marco que vemos, e surge um desejo no nosso subconsciente de caminhar até lá.

Durante a travessia, que dura umas duas horas, o nosso personagem pode fazer duas coisas: saltar (depois de apanhar uns pedaços de tecido que aumentam o seu cachecol, e "falar", premindo o botão círculo para emitir um som. Com o avançar da viagem, o nosso cachecol fica maior e podemos dar grandes saltos, seguidos de uns segundos a pairar.

O jogo claramente quer transmitir uma história: em diversos pontos ativamos umas runas que despoletam a reprodução de umas sequências nuns murais que contam alguma história, mas aqui surge o que poderá ser um problema para alguns, e para mim é, que é a ausência de diálogo. Sinto que não percebi a história que o jogo me quis contar (talvez, em parte, por culpa minha porque estava com algum sono), mas sinceramente não deixei de considerar esta experiência muito agradável de jogar, tal como Abzu, devido a toda a sua componente audiovisual de excelência, embora tenha de admitir que preferi jogar Abzu porque achei o mundo muito mais interessante (não sou fã de cenários de deserto).

Em termos de áreas exploradas, a maioria do jogo passa-se num deserto, embora no final exista uma área subterrânea, uma com neve e, mesmo no final, uma cenário de montanha com cascatas, que foi claramente o meu preferido.

Ao longo da viagem o jogo poderá ligar-nos a outros jogadores, que apenas saberemos quem são no final do jogo. Eu apenas encontrei um, e forma-se ali uma ligação interessante, uma vez que apenas podemos comunicar com um único botão que emite um som, e regenera o cachecol do outro jogador. É muito giro ver como duas pessoas se encontram num cenário destes e, sem grandes interações, começamos a caminhar juntos, a esperar pelo outro caso fique para trás por alguma razão, ou até mesmo ficarmos os dois junto a um precipício que devemos saltar, a ver quem vai primeiro, para o outro seguir.

Não sendo o maior fã deste tipo de jogos, acho que de vez em quando é bom ter uma experiência assim diferente. A grande vantagem é que o jogo é curto, eu demorei cerca de duas horas, e durante esse tempo estamos a ver visuais muito bonitos, acompanhados por uma boa banda sonora (que eu não ouviria fora do jogo, mas neste contexto é impecável). Apenas uma nota negativa para a parte subterrânea, em que não se conseguia ver muito bem, devido à saturação da cor (penso eu), e a parte em que uns "dragões" atacam o personagem, rasgando o seu cachecol, não me pareceu acrescentar grande coisa.

Agora vou voltar ao SMT III.

Comentários