Jogo acabado - Bioshock Remastered (PS4)

Outubro e Novembro foram meses de experienciar pela primeira vez o mundo de Rapture com Bioshock Remastered.


Foi com alguma surpresa que me interessei por um FPS, pois é coisa que não acontece desde o Deus Ex Human Revolution, e mesmo esse não o cheguei a levar até ao fim.

Este é um FPS com grande foco no mundo que contruiu, uma cidade utópica no fundo do mar onde aparentemente todos podem ser livres, sem preocupações com um governo que os priva de lucrarem tanto quanto queiram. Se esta ideia inicialmente parece boa, rapidamente percebemos o porquê de atualmente estar tudo desgraçado. A falta de uma autoridade levou a que existissem revoltas porque, se todos tiverem grandes impérios e quiserem ser milionários, ninguém trabalhará para que esses impérios funcionem. Além disso, a criação de Plasmids, veio dar poderes supernaturais aos habitantes, tudo baseado em Adam, uma fonte de energia nova, recolhida dos seres vivos.

A história é mais complexa do que isto, mas seria esta a sinopse que importa guardar deste mundo. Jogamos como um naufrago que chega a Rapture e é guiado por Atlas, um homem que nos vai dando instruções para fugirmos, salvarmos a sua família e matarmos o líder e criador de Rapture. O plot twist perto do final de que afinal o nosso suposto aliado é o verdadeiro vilão da trama e nos tem estado a controlar todo o tempo é interessante, e confesso que meio que inesperado.

Além do mundo, se há coisa em Bioshock que marca é a presença dos Big Daddy e das Little Sisters. Estas são as encarregues de extrair Adam das pessoas, e são guardadas pelos Big Daddy, Rosies e outras variantes. Antes de jogar pensava que teriamos de andar sempre a fugir destes grandes inimigos, mas foi interessante ver que não só eles são inofensivos a menos que sejam atacados, como existem Plasmids que os tornam nossos aliados.

Por falar em Plasmids, estes talvez sejam o que tornam a jogabilidade mais interessante (já que a gunplay não é, para mim, a melhor). A capacidade de poder dar choques a água, incendiar poças de óleo, congelar inimigos, etc, dão-nos alguma variedade na abordagem aos combates, e a capacidade de podermos hackear diversos equipamentos também ajuda.

Foi uma boa surpresa este Bioshock. O preço da coleção da PS4 foi super convidativo (menos de 20€, em versão física) e estou com expectativas elevadas para o Infinite que, segundo consta, é ainda melhor. Um dia verei se não desilude.

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